Metaverso: como um Provedor MSP deve se preparar para este universo

19 de setembro de 2023

Tecnologias como o metaverso e spatial computing tornam real a perspectiva de experienciar uma “realidade paralela”. O metaverso é uma espécie de mundo virtual que simula a realidade física, permitindo ao usuário criar personagens, ambientes e situações semelhantes à vida real.

O que muita gente não sabe é que essa vivência não depende necessariamente de gadgets  inacessíveis. Atividades corriqueiras, mas exclusivamente realizadas no meio virtual, já nos remetem a esse conceito. Avatares em redes sociais, por exemplo, podem ser citados como modelos dentro desse novo universo. Isso porque ao criarem seus personagens com características físicas semelhantes, os usuários formam uma versão virtual de si mesmos, numa efetiva vivência cibernética.

Tendo em vista o avanço das soluções e ferramentas com esse direcionamento, cabe aos provedores de serviços gerenciados (MSP) apresentarem soluções que acompanhem o desenvolvimento e a preparação para o metaverso. Entenda mais sobre o assunto e saiba qual o papel dos provedores na difusão dessa novidade.

Compreendendo o Metaverso

Muito além de apenas mostrar uma realidade alternativa, o metaverso tem como objetivo transportar o usuário para dentro dessa experiência. É uma possibilidade que também mobiliza uma nova engrenagem econômica. As criptomoedas, por exemplo, são um meio de pagamento virtual totalmente alinhado à visão dessa realidade paralela. Por sinal, quando se fala na área econômica, o metaverso gera resultados e impulsiona um mercado que pode movimentar até US$ 800 bilhões em 2024, conforme projeção da Bloomberg Intelligence.

Ainda que esteja em ascensão agora, o termo metaverso não é tão recente. Uma das primeiras referências ao conceito surgiu no início da década de 90, quando o autor Neal Stephenson utilizou a palavra em seu livro de ficção científica Snow Crash. Na história, o personagem principal, que é um entregador de pizzas durante sua vida normal, transforma-se em um samurai no mundo virtual, que a obra também chama de metaverso.

Desde o início dos anos 2000, um jogo também tornou-se muito popular, ao apresentar uma simulação da vida real. No game Second Life, da Linden Lab, os jogadores podem criar simulações de ambientes, personagens e rotinas no mundo virtual, imitando a vida real. Uma experiência depois adaptada por diferentes jogos 100% online. Isso sem contar segmentos como NFT e esportes eletrônicos, em que essa visão é aplicada na prática.

O que vem por aí!

Se já sabemos que aplicações de inteligência artificial, realidade virtual e realidade aumentada prometem ganhar cada vez mais destaque, o mesmo deve acontecer com o metaverso. Sendo uma tecnologia que une esses três elementos, o metaverso tem grande potencial para transformar-se em uma potência da indústria tecnológica.

Com a aproximação da web 3.0, a nova era da internet, os conceitos que envolvem o metaverso, seu potencial econômico e o engajamento com as novas gerações criam ainda mais expectativas em torno do uso cotidiano.

Algumas empresas já apostam alto nesse mercado. O fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, constantemente demonstra seu interesse pela tecnologia. E além da gigante e autodenominada “empresa de tecnologia social”, outras grandes companhias que são referência em suas áreas de atuação já apresentaram projetos para inserir seus negócios no metaverso. Com isso, aumentam os olhares para um futuro promissor da tecnologia.

A Microsoft desenvolveu a Mesh, uma plataforma colaborativa de realidade mista na qual é possível criar espaços virtuais e holográficos para as reuniões de trabalho. Em outras iniciativas de ponta, a Nvidia lançou o NVIDIA Omniverse, um canal colaborativo 3D utilizado, por exemplo, para simulação industrial, bem como a Nike criou a Nikeland, um espaço de experiência simulada que integra o game Roblox.

Os desafios da implantação do Metaverso

Diante de tamanhas possibilidades, surgem receios que também podem impor barreiras ao avanço dessa tecnologia. Por isso, empresas que desejam estar inseridas nesse meio devem estar cientes e preparadas para lidar com desafios como os que apresentamos a seguir.

Privacidade: essa é uma discussão importante em se tratando da popularização do metaverso. O uso monopolizado por empresas que já coletam muitos dados dos usuários pode multiplicar o domínio sobre informações pessoais.

Centralização: aqui entra em jogo uma angústia associada ao aspecto anterior. O metaverso pretende ser um ambiente virtual descentralizado e aberto. Mas preocupa a perspectiva de grandes players acabarem dominando e centralizando o “novo mundo virtual”, se assim podemos chamar.

Qualidade da conexão:  o atendimento da demanda dos usuários por conexão de alta qualidade e baixo tempo de resposta é mais um elemento nevrálgico. E aqui entram em cena edge computing e provedores prontos para ofertar inteligência e soluções de ponta.

Imagine um cenário onde tudo acontece em tempo real, com centenas ou milhares de pessoas conectadas ao mesmo tempo na mesma rede. Para que a usabilidade seja de fato boa, é necessário que a rede tenha baixa latência. E falamos de apenas uma das tarefas que os provedores têm no metaverso: garantir que os dados sejam processados com grande agilidade.

Algumas plataformas do metaverso disponibilizam cenários gigantescos, como uma cidade inteira para navegação dos usuários. Com isso, a quantidade de dados gerada nessas soluções é muito alta e gera uma demanda de processamento na mesma proporção. Contar com servidores poderosos e uma rede estável é fundamental para que os diferentes usos e potencialidades do metaverso sejam efetivados com garantia e segurança. Ou seja, é urgente que provedores terceirizados de TI contem com equipamentos de qualidade e, sobretudo, uma boa estratégia de adequação dos seus negócios para o metaverso.

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